O caso que envolve o assassinato da profª Joyce Chaddad, no dia 28 de fevereiro está praticamente resolvido. Segundo o delegado do 1° DP de Embu, Higino Grigio, responsável pela investigação, o autor do crime é um menor de 17 anos que foi identificado por testemunhas.
Por determinação judicial, o menor foi encaminhado provisoriamente para a Fundação Casa e está à disposição da Vara da Infância e Juventude do Embu. Apesar de negar o crime, não há dúvidas para a polícia de que ele é realmente o autor do delito e o trabalho a ser desenvolvido agora, é de esclarecer as motivações que o levou a assassinar a professora.
Há indícios de que Joyce havia repreendido alguns alunos três dias antes do crime acerca do uso de drogas dentro da escola, e que isso poderia ter ocasionado uma “vingança” por parte do menor, mas, segundo o delegado, essa informação não está confirmada.
A investigação continua no sentido de esclarecer a motivação do crime ou até mesmo para identificar uma segunda pessoa que o acompanhava, pois, para a polícia, um crime desse tipo e da forma como ocorreu, dificilmente é cometido sozinho – “Nós achamos que ele não fez isso sozinho, ele deve ter tido a ajuda de alguém, ele não a matou e simplesmente saiu andando pela rua. Com certeza alguém o esperava em um carro ou em uma moto, ainda não se sabe, mas estamos trabalhando diariamente nas investigações” – relata Grigio.

Motivação pode estar ligada ao tráfico de drogas nas proximidades da escola, disse a autoridade policial
Segundo o delegado, a testemunha não visualizou para onde o menor se dirigiu após efetuar os disparos, até mesmo porque diante de acontecimentos assim, as pessoas geralmente têm reações previsíveis – “A testemunha estava próxima ao local, identificou bem o rosto dele, mas, a partir daí, não viu para onde ele foi, se entrou em algum carro ou se subiu em alguma moto, até mesmo porque diante disso, as pessoas ficam assustadas, se afastam do local ou vão até a vítima para socorrê-la” – completa.
Depois de identificar o menor infrator e encaminhá-lo a Fundação Casa, o papel da Polícia agora, é investigar se há a participação de uma segunda pessoa no crime e as motivações pelas quais foi decidido efetuá-lo – “As investigações prosseguem diariamente, eu sabia que devido à grande quantidade de testemunhas facilmente seria identificado o autor do crime, sabia também, que teríamos dificuldade para identificar a motivação pela qual ele aconteceu” – relata Grigio.
A investigação continua no sentido de esclarecer para a polícia o motivo pelo qual o menor executou a professora Joyce. “Esse é o grande mistério e o nosso desafio no momento” – finaliza o delegado.





















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