Cássio M´Boy

07/04/2009 | Por Embu Digital
Cássio da Rocha Matos ou Cássio M´Boy

Pintor e escultor de formação acadêmica, chegou ao Embu em 1920 e direcionou seu trabalho à cultura caipira da região. Em 1937, ganhou prêmio na Exposição Internacional de Artes Plásticas, em Paris, levando o nome de Embu para todos os cantos do mundo.

A tradição artística de Embu institucionaliza-se e ganha projeção dentro e fora do Brasil em 1964, com o 1º Salão das Artes. Cássio M’Boy é o autor da façanha que colocou a cidade em projeção artística.

Obra de destaque: São Lázaro – em exposição na Capela de São Lázaro. Ele retomou o trabalho dos jesuítas e resgatou a arte em escultura e a tradição da cidade nessa área.

fugaegito Quadro pertencente ao acervo do MASP – Museu de Arte de São Paulo, e figura gentilmente cedida para o cartão da UNICEF na década de 80 (fotos e parte do texto de www.dirceucarvalho.hpg.ig.com.br)

Cássio M’Boy iniciou sua formação artística com Georg Elpons, e por alguns meses freqüentou a Academia Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. Em 1920, passa a morar em Embu, então adota o nome M’Boy.

Durante duas décadas,1920 e 1940, utilizou-se de diferentes técnicas, como vitral e a escultura. A partir de 1940, passou a trabalhar exclusivamente com pintura, desenvolvendo sua temática rural. No ano de 1950, fez sua primeira exposição individual no Museu de Arte de São Paulo.

Na seqüência outras exposições como por exemplo Galeria das Folhas [1958], Galeria São Luís [1960], no MAM, Rio de Janeiro [1961], e no Paço das Artes ,1970.

Um ano antes de morrer realizou exposição na Galeria Encontro das Artes, 1985.

Como legítimos representantes da arte daquele local, começaria em 1964 a projeção artística do Embu tanto dentro quanto fora do País com o 1º Salão das Artes.

No final dos anos 1960, a cidade seria elevada a pólo dos hippies, que vendiam seus artesanatos nas praças da cidade, dando assim início na feira de artesanato nos finais de semana, desde 1969.

O nome do artista é uma homenagem ao município paulistano, que teve início já em 1554, quando um grupo de jesuítas fundaram o aldeamento de Bohi, depois M’Boy. Cássio M’Boy nasceu em 1896 e morreu no ano de 1986, no Embu das Artes.

casdiabo1 Inspirado em uma das estórias que subsistem na tradição oral da vila de Belchior de Pontes – os índios não aceitavam todos os preceitos religiosos ensinados pelos jesuítas; por isso, com a finalidade de amedrontá-los, o pároco mandou construir um demônio de madeira; depois de pronto, montou-o num cavalo e determinou que o fizessem passear pela pequena vila colonial; quando este passou, entretanto, na frente da capela, transformou-se num diabo de verdade e toda a população, aterrorizada, tratou de fugir; apenas um índio teve a coragem de enfrentá-lo e matá-lo, inspirado por Deus.

Ele foi um dos mais importantes nomes da art déco no Brasil. Este santeiro e tapeceiro recebia em sua casa importantes personagens expoentes da Semana de 1922, como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Alfredo Volpi e Yoshio Takaoka, todos tiveram sua técnica aperfeiçoada com M’Boy.

No ano de 1937, o artista ganhou o Primeiro Grande Prêmio na Exposição Internacional de Artes Técnicas em Paris, dando notabilidade para Embu das Artes. Lecionou para o amigo ceramista e escultor, Sakai, que se destacou internacionalmente em sua arte. Embu parecia fadado às artes, em 1962 Solano Trindade aportaria também por lá, e traz consigo a cultura negra, congregando um grupo de artistas em seu redor, e introduzindo a tradição dos orixás.

Ao conhecer o escultor Sakai, que o apresentaria a M’Boy, fundaram mais uma representação artística e pictórica, que norteariam a cultura de forma ampliada na cidade.

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