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3 Comentários para “Jornais”
Qualquer boa cidade turística no Brasil e no mundo primam pela cordialidade no tratamento aos turistas, pessoas que escolheram aquele lugar para gastar seu tempo e dinheiro. Infelizmente, como turista, não percebi essa cordialidade em Embu.
Neste último domingo, dia 15/05/2011, passei o dia nesta cidade em companhia de minha familia e um fato muito desagradável me deixou chateado com a cidade. No largo dos Jesuítas não há bancos públicos, no entanto, dezenas de mesas e cadeiras particulares ocupam o espaço público, espaço este que deveria estar liberado para circulação das pessoas, conforme inciso XV da cláusula 5ª da CF88.
Ocorre que minha mãe, uma senhora de seus quase 70 anos, resolveu sentar numa destas cadeiras, pertencente ao restaurante “Empanadas do Ramón”, por não mais que cinco minutos, enquanto minha esposa levava nosso filho ao banheiro do restaurante vizinho (sim, uma cidade turística largada, com falta de banheiros públicos, obrigando os turistas a pedirem por favor para irem num banheiro particular).
Em 11 horas da manhã, as mesas estavam todas vazias e, portanto, não atrapalhávamos a circulação de clientes entre as mesas do restaurante (já o contrário, como expus, não é verdade).
Não deu 30 segundo e um funcionário do restaurante veio até nós e mandou que minha mãe levantasse, pois não estávamos consumindo nada (eu até estava pensando em pegar algo para beber, visto o calor que fazia, só esperando minha esposa chegar para decidir o quê), tratando-a como um cachorro que precisa ser tocado do local.
Uma humilhação inexplicável e desnecessária!
É assim que uma cidade turística trata seus turistas?
Se nós estávamos “errados” em sentar em uma mesa particular, esta mesa particular estava mais errada em ocupar um espaço público. Não estávamos dentro do restaurante.
Ademais, faltou ao tal Ramón um tal de bom senso. Não ficaríamos ali mais que cinco minutos e não atrapalhávamos ninguém, pois pelo horário estavam todas as mesas vazias. Pelo nome do restaurante, pela música que tocava (tango) e pela camisa da seleção argentina que o funcionário mal educado usava, acredito tratar-se de um estrangeiro que veio aqui morar mas não quis se adaptar ao jeito cordial brasileiro e ao nosso bom senso, permanecendo com seu jeito nativo.
Infelizmente turismo é assim, um único comerciante pode estragar muita coisa.
E por último, o jeito de falar com uma senhora de 70 anos, que em muito contribuiu com o engrandecimento de nosso pais, é imperdoável. Falei sobre tocar cachorros, mas eu nunca trataria um cachorro do modo como minha mãe fora tratada por aquele restaurante.
A partir de hoje pensarei duas vezes antes de regressar a Embu, e não hesitarei em contar a outras pessoas, conhecidas, interessadas em fazer turismo ai, como alguns de vocês tratam o turista.
Boa educação é mais interessante para o turista que mudar nome de cidade…
Prezado Luis Eduardo,
Nossa Redação encaminhará sua reclamação ao referido estabelecimento, bem como à Secretaria de Turismo, a fim de que possam avaliar o ocorrido e, esperamos, evitar que esse fato sirva para melhorar o tratamento aos turistas que visitam nossa cidade.
Aproveitamos para agradecer sua manifestação e dizer que o Embu Digital está à disposição como veículo de expressão popular.
Um abraço.
Sr. Luiz Eduardo, não pode generalizar por causa de um estabelecimento. Temos pessoas e comércios maravilhosos no Embu. Acho q o sr.: só veio uma vez no Embu das Artes, pois temos banheiro público próximo ao banco Bradesco não seria necessário ter pedido para um restaurante para usá-lo. desde já seja bem vindo sempre! Moro aqui faz 27 anos!!!
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