Artigo – Estâncias: novos caminhos

28/01/2007 | Por Embu Digital

· As estâncias são mundialmente classificadas como: balneárias, climáticas e hidrominerais. Em São Paulo, foi criada mais uma categoria; a turística. Dê à muito é consignado na Constituição paulista capítulo específico dotando tais cidades com verba, visando atender as necessidades criadas por demanda de turistas, que nas épocas de maior demanda, chegam a ultrapassar e em muito os habitantes fixos.

· O FUMEST – Fundo de Melhoria e Urbanização das Estâncias e atualmente o DADE-Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias é o organismo que hoje repassa as verbas consignadas a tais cidades.

· A hidromineral; dotada de águas medicinais , requerem uma política pública de desenvolvimento.

· A climática; deve assegurar aos moradores e turistas um clima saudável e puro, por tanto a industrialização se torna impossível, devido a poluição ambiental.

· A balneária, banhadas pelo mar, sofrem de à muito com a falta de uma urbanização característica, a altíssima especulação imobiliária, crescimento desordenado, poluição, barulho, falta de saneamento, balneabilidade das águas do mar impróprias e tem em outras atividades econômicas – porto – sem clímax de interesse.

· As estâncias turísticas, criadas com uma legislação específica são cidades que por motivação específica tipo – religiosidade/água, quente/parques, florestais/conjunto expressivo de cavernas/patrimônio histórico, entre outros, recebem fluxos contínuos de turistas. Estaria tudo certo se com a entrada de mais de 40 dessas estâncias, a aprovação cabe à Assembléia Legislativa, são 67 hoje, o conceito de concessão de verbas passou exclusivamente para o de realização de obras.

· Do FUMEST ao DADE houve um enorme retrocesso. Tais comunidades devem sensibilizar a Câmara Municipal, Entidades, Associações, o “trade” turístico e exigir em mudança de tal filosofia, pois as cidades turísticas precisam de “obras” que gerem oportunidades, negócios, turistas o ano todo, através de marketing agressivo, melhoria de qualidade do receptivo, sinalização de seus atrativos, roteiros variados, formação e reciclagem da mão-de-obra local, incremento a eventos formadores de fluxos, implantação de estatísticas contínuas, realização de estudos científicos entre outros. Pressionar também os deputados estaduais para mudarem a legislação

· Otavio Demasi
é Jornalista e Consultor em Turismo
odtur@ig.com.br

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